19 de janeiro de 2010
Pinhão E Leite Quente
Bom, significa que em alguns dias eu serei um morador da "cidade de gente grossa, que não dá bom dia".
14 de janeiro de 2010
A Esperança Se Renova
Foi um jogo horroroso, segundo os torcedores.
O goleiro caçava borboletas, a dupla zaga estava com um entrosamento digno dos neurônios de uma loira de piada, os volantes não passavam segurança. Os nossos gols marcados foram obra do lampejo de Élvis, nosso meia de ataque reserva, e da dupla de ataque, Joélson e André Leonel. Já o gol que levamos é crédito absoluto da parte de trás do nosso time.
Chegaram novos reforços esta semana, especialmente para o combalido setor de ataque e meio de campo ofensivo. Na verdade, a nossa zaga sentiu a ausência do seu capitão, e o problema do gol pode ser resolvido com a entrada do baiano Baggio. Ou não.
Mas que se dane se a vitória foi feia ou não. O que importa é que o Santa ganhou. Teve o melhor resultado dos times da capital na rodada. Está na zona de classificação para a Série D. E pode até ganhar o título pernambucano, depois de 5 anos.
Pra completar, ainda comprei minha camisa azul.
A esperança se renova.
4 de janeiro de 2010
Iniciando 2010
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Há quem fale que a política econômica de Serra é a mesma de Dilma, pelo fato de ambos terem formação marcadamente nacional-desenvolvimentista. Serra, inclusive, tem passagem pela CEPAL, o principal centro desta ideologia econômica do mundo.
O fiel da balança, no entanto, está na política econômica de cada um. Dilma pode gabar-se de ter ao seu lado gente como Guido Mantega, com quem partilha da mesma escola neste sentido. Já Serra, bem, tem todo o aparato tucano ao seu lado e as pressões dos industriais e banqueiros paulistas, neoliberais até dizer chega. O que não deixa de ser paradoxal no caso do setor produtivo, já que trata-se dos que mais recebem benesses do Estado quando um nacional-desenvolvimentista está lá no Planalto. A única explicação que consigo encontrar é que os mesmos devem ficar salivando ao ouvir falar de privatização.
De toda forma, eu não vou pagar pra ver se Serra vai ou não ser um mecenas do Estado forte. O preço da aposta é alto demais.
28 de dezembro de 2009
22 de dezembro de 2009
Lindo Isso
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De uma matéria no Jornal do Brasil (ugh!), sobre o Comando de Operações Táticas (COT) da PF:
Com mobilidade, armas e equipamentos modernos, além da experiência adquirida junto aos grupos de elite mais fortes do mundo, a tropa é notável mais pelo planejamento do que pelo uso da força. O policial do COT deve ter músculos e nervos fortes, mas a grande vantagem é o preparo intelectual diversificado – com formação acadêmica em várias áreas – e equilíbrio psicológico, aliados ao persistente treinamento e uma forte aversão aos desvios de conduta que se tornaram rotina em outras corporações.
– Que moral teríamos para prender se não tivermos uma conduta reta? – resume Tomazi. Outra preocupação é com os direitos humanos: em vez de matar, como muitas vezes clama o senso comum e se torna a opção equivocada de determinadas políticas de segurança, a satisfação é prender. – Somos profissionais e não justiceiros. Bandido desarmado é bandido vivo.
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Mais uma pra série "Segurança Pública não é meganhice".
6 de dezembro de 2009
Explicando O Sumiço
Me desejem sorte.
14 de novembro de 2009
O Eterno Retorno
Depois do que eu vi hoje, eu tendo a acreditar que isso é verdade, sim.
9 de novembro de 2009
Saia Justa
Dane-se se a menina estava usando um vestido mais curto. Verdade seja dita, a faculdade nunca impôs código de vestimenta com o qual alguém concordasse, no ato de matrícula. Então na ocasião o que valia era a boa e velha máxima do Direito Civil: se algo não é proibido por lei, é permitido. Não há o que chorar. Há é que identificar-se os alunos que iniciaram a pasmaceira e passá-los por um processo administrativo interno sério, sem prejuízo da ação civil ou penal.
Ampliando um pouco a discussão, aparentemente este incidente é um reflexo de uma perceptível tendência da sociedade brasileira ao conservadorismo moral. A princípio, o conservadorismo está presente em todas as sociedades em maior e menor grau, e foi-se o tempo no Brasil em que tal situação pudesse provocar problemas maiores. O problema é que ele é solo fértil pra "otras cositas más".
Por garantia, olhe desconfiado para todo grupo que usar camisas verdes (tirando os times de futebol, claro). Nunca se sabe quando um sigma pode brotar ali.
6 de novembro de 2009
"Soi-Disant" Cabeção
4 coisas:
1) Fernanda Young não é sexy;
2) Fernanda Young não é cabeção, exceto dentro da cabeça dela;
3) Ellen Page em "Juno" é mil vezes mais sexy-cabeção que ela, ao menos na minha humilde opinião. E tirem suas próprias conclusões;
4) Pobre Dita Von Teese.
3 de novembro de 2009
Impressões Ao Assistir: "Confissões De Uma Garota De Programa"
Confesso que o fator maior que me fez assistir o filme foi o cartaz. É simplesmente lindo, bem como a fotografia dos frames dentro da película em si. A tagline é hilária (See it with someone you ****), mas verdade seja dita, tem pouco a ver com a linha geral dele. Pra variar, cagaram na tradução do título para o português.
A crítica americana meteu o pau no filme, mas pelo que eu pude ver eles subestimaram um bom trabalho. Vejam bem, eu disse um bom trabalho. Não é nada impressionante, nada que vá mudar a sua vida. Eu diria que o que o diretor (Steve Soderbergh) fez foi fazer uma crônica de um determinado momento histórico, sem maiores pretensões. No que se propôs, foi um bom feijão-com-arroz.
O filme teria tudo para transformar-se em um motivo para colocar pornografia na tela: a história, a personagem, e até mesmo a atriz - Sasha Grey é atriz pornô, e muito bem conceituada no ramo. Mas as cenas de sexo são extremamente sutis, para não dizer casuais. A nudez da moça no início do filme é transformada em algo banal, porém não vulgar. Digamos que ela está muito bem à vontade desta forma, de maneira positiva.
(Mais um comentário entre parênteses: se não tivesse visto filmes da atividade principal de Grey, diria que ela era no máximo modelo fotográfica, já que foge do estereótipo de peitões do cinema pornô americano; é uma típica girl next door).
Insisto que o filme é uma crônica de um momento histórico vista pelos olhos de uma cidadã comum porque, no final das contas, as duas narrativas - a profissão de Chelsey, a personagem principal, e o pano de fundo histórico - se misturam, mas ao mesmo tempo correm de forma perfeitamente discernível. Em todos os momentos a crise econômica americana e sua influência na eleição presidencial de lá da Gringolândia, agora em 2008, está presente na tela. Ao mesmo tempo, o trabalho de Chelsey como uma consorte de luxo (que promete aos clientes uma girlfriend experience, daí o título do filme em inglês) também está em cada minuto.
Um dos principais motivos pelos quais o filme levou resenhas meia-boca foi justificado com a falta de envolvimento emocional com os personagens. Pessoalmente, achei dispensável tal necessidade. Acredito eu que a intenção de Soderbergh foi, mais uma vez, realizar uma crônica de seu tempo sob o ponto de vista de uma pessoa comum - e sim, Chelsey é uma pessoa comum, muito embora ela não atue em uma profissão exatamente muito ortodoxa. Para que se entenda o ponto de vista dela, não é necessário que você já tenha saído por aí trocando serviços sexuais (e principalmente sentimentais, no caso dela) por dinheiro.
No entanto, o filme em determinados momentos chega a ser monótono. Nesse ponto, acho que Soderbergh errou, ao esticar muito uma ideia que, acredito eu, ficaria muito melhor em um curta de 15 minutos. Em determinados momentos a narrativa se repete até a exaustão. Alguém poderia ter dito que nós poderíamos muito bem ter entendido o argumento dele logo na primeira ou segunda vez. Como toda crônica, fica muito bem em 1/3 da página do jornal. Mais que isso, vira masturbação intelectual.