28 de dezembro de 2009

Pensamentos De Final De Ano

Que falta J. me faz. Uma pena que as pontes foram explodidas.

22 de dezembro de 2009

Lindo Isso

Antes de mais nada, tomei uma tunda. Melhor sorte daqui a 2 ou 3 anos.

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De uma matéria no Jornal do Brasil (ugh!), sobre o Comando de Operações Táticas (COT) da PF:

Com mobilidade, armas e equipamentos modernos, além da experiência adquirida junto aos grupos de elite mais fortes do mundo, a tropa é notável mais pelo planejamento do que pelo uso da força. O policial do COT deve ter músculos e nervos fortes, mas a grande vantagem é o preparo intelectual diversificado – com formação acadêmica em várias áreas – e equilíbrio psicológico, aliados ao persistente treinamento e uma forte aversão aos desvios de conduta que se tornaram rotina em outras corporações.

– Que moral teríamos para prender se não tivermos uma conduta reta? – resume Tomazi. Outra preocupação é com os direitos humanos: em vez de matar, como muitas vezes clama o senso comum e se torna a opção equivocada de determinadas políticas de segurança, a satisfação é prender. – Somos profissionais e não justiceiros. Bandido desarmado é bandido vivo.

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Mais uma pra série "Segurança Pública não é meganhice".

6 de dezembro de 2009

Explicando O Sumiço

Este blog está em suspensão ao menos até o dia 21 de dezembro. Motivo: dois leões para matar nos próximos finais de semana.

Me desejem sorte.

14 de novembro de 2009

O Eterno Retorno

Já ouvi dizerem uma vez que nós, seres humanos, só nos apaixonamos verdadeiramente uma vez na vida. Todas as outras são na verdade a busca daquela bendita paixão maior que em algum momento nós tivemos.

Depois do que eu vi hoje, eu tendo a acreditar que isso é verdade, sim.

9 de novembro de 2009

Saia Justa

A Uniban deu pra trás. Readmitiu a estudante que foi execrada em público nas suas dependências.

Dane-se se a menina estava usando um vestido mais curto. Verdade seja dita, a faculdade nunca impôs código de vestimenta com o qual alguém concordasse, no ato de matrícula. Então na ocasião o que valia era a boa e velha máxima do Direito Civil: se algo não é proibido por lei, é permitido. Não há o que chorar. Há é que identificar-se os alunos que iniciaram a pasmaceira e passá-los por um processo administrativo interno sério, sem prejuízo da ação civil ou penal.

Ampliando um pouco a discussão, aparentemente este incidente é um reflexo de uma perceptível tendência da sociedade brasileira ao conservadorismo moral. A princípio, o conservadorismo está presente em todas as sociedades em maior e menor grau, e foi-se o tempo no Brasil em que tal situação pudesse provocar problemas maiores. O problema é que ele é solo fértil pra "otras cositas más".

Por garantia, olhe desconfiado para todo grupo que usar camisas verdes (tirando os times de futebol, claro). Nunca se sabe quando um sigma pode brotar ali.

6 de novembro de 2009

"Soi-Disant" Cabeção

Divulgaram fotos da capa da Playboy de Fernanda Young, soi-disant musa sexy cabeção deste país. (Procurem no Google, eu estou com preguiça e medo de carregar uma aqui)

4 coisas:

1) Fernanda Young não é sexy;

2) Fernanda Young não é cabeção, exceto dentro da cabeça dela;

3) Ellen Page em "Juno" é mil vezes mais sexy-cabeção que ela, ao menos na minha humilde opinião. E tirem suas próprias conclusões;

4) Pobre Dita Von Teese.

3 de novembro de 2009

Impressões Ao Assistir: "Confissões De Uma Garota De Programa"






















Confesso que o fator maior que me fez assistir o filme foi o cartaz. É simplesmente lindo, bem como a fotografia dos frames dentro da película em si. A tagline é hilária (See it with someone you ****), mas verdade seja dita, tem pouco a ver com a linha geral dele. Pra variar, cagaram na tradução do título para o português.

A crítica americana meteu o pau no filme, mas pelo que eu pude ver eles subestimaram um bom trabalho. Vejam bem, eu disse um bom trabalho. Não é nada impressionante, nada que vá mudar a sua vida. Eu diria que o que o diretor (Steve Soderbergh) fez foi fazer uma crônica de um determinado momento histórico, sem maiores pretensões. No que se propôs, foi um bom feijão-com-arroz.

O filme teria tudo para transformar-se em um motivo para colocar pornografia na tela: a história, a personagem, e até mesmo a atriz - Sasha Grey é atriz pornô, e muito bem conceituada no ramo. Mas as cenas de sexo são extremamente sutis, para não dizer casuais. A nudez da moça no início do filme é transformada em algo banal, porém não vulgar. Digamos que ela está muito bem à vontade desta forma, de maneira positiva.

(Mais um comentário entre parênteses: se não tivesse visto filmes da atividade principal de Grey, diria que ela era no máximo modelo fotográfica, já que foge do estereótipo de peitões do cinema pornô americano; é uma típica girl next door).

Insisto que o filme é uma crônica de um momento histórico vista pelos olhos de uma cidadã comum porque, no final das contas, as duas narrativas - a profissão de Chelsey, a personagem principal, e o pano de fundo histórico - se misturam, mas ao mesmo tempo correm de forma perfeitamente discernível. Em todos os momentos a crise econômica americana e sua influência na eleição presidencial de lá da Gringolândia, agora em 2008, está presente na tela. Ao mesmo tempo, o trabalho de Chelsey como uma consorte de luxo (que promete aos clientes uma girlfriend experience, daí o título do filme em inglês) também está em cada minuto.

Um dos principais motivos pelos quais o filme levou resenhas meia-boca foi justificado com a falta de envolvimento emocional com os personagens. Pessoalmente, achei dispensável tal necessidade. Acredito eu que a intenção de Soderbergh foi, mais uma vez, realizar uma crônica de seu tempo sob o ponto de vista de uma pessoa comum - e sim, Chelsey é uma pessoa comum, muito embora ela não atue em uma profissão exatamente muito ortodoxa. Para que se entenda o ponto de vista dela, não é necessário que você já tenha saído por aí trocando serviços sexuais (e principalmente sentimentais, no caso dela) por dinheiro.

No entanto, o filme em determinados momentos chega a ser monótono. Nesse ponto, acho que Soderbergh errou, ao esticar muito uma ideia que, acredito eu, ficaria muito melhor em um curta de 15 minutos. Em determinados momentos a narrativa se repete até a exaustão. Alguém poderia ter dito que nós poderíamos muito bem ter entendido o argumento dele logo na primeira ou segunda vez. Como toda crônica, fica muito bem em 1/3 da página do jornal. Mais que isso, vira masturbação intelectual.

31 de outubro de 2009

Coisas (Inaceitáveis) Da Vida

Infelizmente, um primo meu (na verdade, filho de uma prima minha) faleceu nesta sexta feira. Tinha quase 4 anos de idade.

Ele fez uma cirurgia para a remoção de um tumor no cérebro, cirurgia esta considerada um sucesso pelos médicos responsáveis. No entanto, ele veio a falecer com uma broncoembolia, enquanto estava na UTI.

Não havia um único plantonista na UTI do hospital (particular, pago por um plano de saúde que vinha recusando-se repetidamente a cobrir a cirurgia), naquele momento. Era madrugada. A administração do hospital dizia o tempo todo que um médico viria vê-lo - na manhã seguinte.

Às vezes eu tenho a impressão de que a saúde, pública ou privada, no Brasil ou em outros países, está doente. Doente de interesses pessoais.

25 de outubro de 2009

La Kinski!






























Vi esse retrato dela hoje, da época em que ela fez Tess, em 79, com o recém-frequentador da cela, Polanski.

Lindona, não era?

24 de outubro de 2009

Rendição

Esta semana, enquanto conversava com colegas meus, voltamos a um tema que já foi discutido em outra postagem (não me lembro exatamente onde, mas estou com preguiça de procurar). Trata-se de saber até onde se está disposto a ceder ao encontrarmos alguém de quem realmente gostamos. A princípio, não existem grandes dificuldades lógicas sobre o assunto: a partir do momento em que impomos condições pra gostar de alguém e sofrer todas as implicações decorrentes dessa decisão, é porque não estamos dispostos a gostar dessa pessoa, e o melhor a fazer é seguir em frente. Fim de papo.

Realmente gostar de alguém, no entanto, significa justamente fazer o contrário: você se entrega, se doa, se rende. Abre mão de uma série de coisas, muitas vezes superando o limite do razoável. Obviamente existe uma diferença entre o altruísmo e a negação destrutiva do ser, o que demanda um mínimo de racionalidade. Mas isto depende de cada um. O que me fez lembrar de uma certa historinha, que merece ter o seu devido balanço e exposição pública (com o devido resguardo dos envolvidos, à exceção de minha pessoa).

J. foi extremamente importante pra mim no primeiro semestre deste ano. Era como um sonho tornando-se realidade, ou, acredito eu, um sonho tornando-se realidade em sentido estrito. Talvez fosse algo análogo ao que muitos rastafáris sentiram ao ver Haile Selassie I, último imperador etíope, ao desembarcar no aeroporto de Kingston, na Jamaica, nos anos 60. Esse sentimento só cresceu ao perceber que, em certa medida, J. me correspondia.

Em pouco tempo, eu já havia modificado muitos de meus planos para que, futuramente, eu pudesse ficar o máximo possível com J. Dentro em pouco, ela, sem apontar-me uma única arma ou realizar qualquer tipo de coação, já havia me rendido. Doce rendição, diga-se de passagem.

Só que, enquanto da minha janela era possível divisar mandacarus, catingueiras e barrigudas, da janela de J. era possível ver araucárias. Até existia a possibilidade de nos encontrarmos, mas ela não se concretizou a tempo, de forma que eu pudesse fazer a diferença. Não houve outra saída para mim e ela, senão seguir caminhos diferentes. Não posso dizer com segurança no que diz respeito a ela, mas de minha parte, foi a contragosto.

De toda forma, tive uma experiência concreta de rendição, e minha opinião é de que ela foi extremamente construtiva. Uma pena que, mais uma vez, a distância me separou de gente pela qual valia a pena abandonar a individualidade.