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31 de outubro de 2009

Coisas (Inaceitáveis) Da Vida

Infelizmente, um primo meu (na verdade, filho de uma prima minha) faleceu nesta sexta feira. Tinha quase 4 anos de idade.

Ele fez uma cirurgia para a remoção de um tumor no cérebro, cirurgia esta considerada um sucesso pelos médicos responsáveis. No entanto, ele veio a falecer com uma broncoembolia, enquanto estava na UTI.

Não havia um único plantonista na UTI do hospital (particular, pago por um plano de saúde que vinha recusando-se repetidamente a cobrir a cirurgia), naquele momento. Era madrugada. A administração do hospital dizia o tempo todo que um médico viria vê-lo - na manhã seguinte.

Às vezes eu tenho a impressão de que a saúde, pública ou privada, no Brasil ou em outros países, está doente. Doente de interesses pessoais.

10 de agosto de 2008

LCD, Verdades E Mitos

- Sim, LCD economiza uma energia filha da mãe. Desde que coloquei um monitor de 15" aqui em casa, o consumo de energia caiu drasticamente nos últimos meses. Isso porque, em grande parte, eu deixo o PC ligado o dia todo e só desligo antes de dormir, lá pelas 10h30, 11h da noite;

- Não, LCD não poupa a vista mais do que um monitor de tubo normal. O problema aparentemente não está na radiação emitida pelo CRT, mas na quantidade de luz emitida por qualquer tipo de monitor. Eu estou tendo de limitar meus horários de uso do computador para evitar que meus olhos fritem, e isso mesmo depois de colocar um padrão de cores mais escuro no Windows e no Linux. Por isso, cuidado.

5 de novembro de 2007

Luz No Fim do Túnel

Matéria recente da FSP, via BBC Brasil, dá conta que uma universidade sueca, o Instituto Karolinska, está muito próximo de desenvolver uma vacina contra a Aids bem sucedida. Testes feitos até agora com 40 voluntários mostraram uma taxa de imunização de 97%, o que qualifica a vacina a partir para a próxima fase, com 60 voluntários na Tanzânia. O processo consiste na aplicação de duas vacinas, sendo que a primeira foi desenvolvida em conjunto com uma agência governamental sueca e a segunda foi cedida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Algumas coisas a serem percebidas.

Primeiro, o Instituto Karolinska é uma das melhores faculdades de medicina da Suécia, e sonho de consumo de uma amiga minha aspirante a médica (neste momento perdida em algum lugar da Lapônia sueca). Foi fundado em 1810 como um centro de pesquisas médicas para o exército sueco, e logo caiu nas graças de algum rei, que acabou herdando seu nome (Karolinska Institutet = algo como "Instituto Carlino", ou de Carlos).

E é pública, como todas as universidades suecas.

Cá entre nós, sempre que se reclama da universidade pública ou da morosidade da pesquisa médica, alguém surge logo com a solução mágica de privatizar as universidades ou colocar toda a pesquisa científica, inclusive de questões estratégicas, nas mãos da iniciativa privada. Uma solução mais interessante e já proposta pelo Hermenauta (com um pano de fundo já existente) consiste na implantação de um prêmio para motivar quem desenvolva determinado avanço científico, bem sucedido no caso da aviação e nos vôos espaciais civis. Mas retornando à velha pergunta: um desenvolvimento científico privado vai realmente ser aproveitado por toda a humanidade?

Voltando às ciências médicas, é sabido que as indústrias farmacêuticas hoje formam uma verdadeira máfia, uma verdadeira tríade chinesa no monopólio de remédios considerados importantíssimos para a manutenção da saúde mundial. No entanto, remédios avançados para doenças como o câncer e a Aids são vendidos com preços pela hora da morte. O caso da Aids pode ser considerado ainda mais dramático, uma vez que existem países africanos no qual mais de 50% da população ativa estão com o vírus, e a quebra da patente (chefiada pelo então ministro da saúde tucano, José Serra) dos remédios do coquetel anti-Aids foi providencial.

Pode-se argumentar que a participação do referido instituto americano foi motivada por este contar com os avanços das indústrias médicas de lá. O problema é que esse instituto é público, e, como muitas instituições públicas americanas (a exemplo da PBS e da NOAA) muitas vezes vai de encontro com governos neocons, a exemplo do atual. Sozinhos, os NHI (e o responsável pela segunda vacina, o de alergia e doenças infecciosas) são responsáveis por quase um terço do montante gasto em pesquisa médica nos EUA, sendo o restante composto pelas empresas.

Num mundo em que se alardeia aos quatro ventos a necessidade de reduzir a participação do Estado na vida dos cidadãos e entregar as prioridades de produção ao mercado, iniciativas como esta mostram a força que possui um governo preocupado com o bem-estar de seus cidadãos e a possibilidade real de eficiência (e mais que isso, vanguarda) de uma instituição pública, que para chegar a tal objetivo não necessita mais que boa administração dos recursos envolvidos. Nem sempre isso é alcançado no caso das empresas privadas, visto o caso de empresas como a Cisco, Enron, Encol, Aracruz Celulose...

2 de julho de 2007

Falta do Último Zagueiro

E eu achando que ia sair incólume nesse ano. Oportunidades de ela me pegar não faltaram: foram as chuvas do início do ano, o tempo seco de abril, o início do inverno, as chuvas e garoas que levei, todas as vezes que saí para os shows ao ar livre, as fogueiras... e nada, continuava firme e forte.

Já estava todo alegrinho achando que estava com o "corpo fechado", seja lá o que isso for. Mas não.

Resfriado desde ontem. É mole?