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10 de agosto de 2008

LCD, Verdades E Mitos

- Sim, LCD economiza uma energia filha da mãe. Desde que coloquei um monitor de 15" aqui em casa, o consumo de energia caiu drasticamente nos últimos meses. Isso porque, em grande parte, eu deixo o PC ligado o dia todo e só desligo antes de dormir, lá pelas 10h30, 11h da noite;

- Não, LCD não poupa a vista mais do que um monitor de tubo normal. O problema aparentemente não está na radiação emitida pelo CRT, mas na quantidade de luz emitida por qualquer tipo de monitor. Eu estou tendo de limitar meus horários de uso do computador para evitar que meus olhos fritem, e isso mesmo depois de colocar um padrão de cores mais escuro no Windows e no Linux. Por isso, cuidado.

10 de julho de 2007

Uma Nova Tradição de Hot-Rods Brasileiros















Design e tecnologia italianas, por incrível que pareça

Arnaldo Tenório, contribuidor das discussões do grupo Ágora (link ao lado), é um dos maiores entusiastas de recuperação de carros antigos que eu conheço, comigo incluso. Ele tinha em mente um projeto no mínimo tentador, e que envolvia o veículo acima ilustrado. O FIAT 147, um dos maiores sucessos de venda da fábrica de Turim, foi fabricado não só na Itália, mas em uma série de países de Terceiro Mundo, como Brasil, Argentina e Turquia. Além disso, cedeu seus préstimos à SEAT espanhola, à Zastava iugoslava e à Lada soviética, onde sobrevive até hoje como aquele carrinho quadradão que era vendido aqui sob o nome de 1300.

Ele gostaria de preparar um Fiat desses, de preferência com a frente utilizada pelos idos de 1980, usando um motor Fiasa 1.5 com injeção multiponto, o mesmo utilizado até bem pouco tempo na família Palio e Fiorino. Mantendo igualmente a caixa de marchas e o escapamento do Fiasa, ainda que preparado para sair um som "bonito", receberia novo estofamento, rodas, pneus, uma suspensão mais elevada e um improviso no protetor de cárter. Pronto: um ótimo carro de rali, com relação peso/potência invejável, está pronto para encarar as trilhas.

Eu ainda faria mais. Acho que, na minha mente doentia, tem um plano de tuning (no meu caso é afinação mesmo, não transformar um carro em árvore de natal) para cada clássico brasileiro, mas não escondo minhas preferência por modelos refrigerados a água. E detalhe, todos eles usariam álcool, já que eu sou uma criatura ecologicamente correta:

Volkswagen Passat: utilizando um dos primeiros modelos, 1975, envolveria a colocação de rodas semelhantes às utilizadas nos veículos de rali (Sportline é o fabricante), uma suspensão mais rígida ou até mesmo regulável, a troca da caixa de mudanças por uma de 5 velocidades, e a alteração mais importante: a colocação de um motor AP1800 Mi. A carroceria seria mantida mais ou menos da mesma forma que a original;

Chevrolet Opala: De preferência um modelo coupé 1980. Eu tenho um especial fetiche pelas caixas de 3 marchas acionadas na coluna de direção, mas para os meus propósitos seria mais interessante uma de 5 marchas. O motor seria o venerável 4.1 "seis canecos", seja o do Omega ou um mais recente com injeção Bosch K-Jetronic. A preparação externa seria feita de modo a lembrar o último SS a sair da linha de produção, embora o acabamento interior teria de ter obrigatoriamente uma coloração bege quase areia. Detalhes em couro sintético;

Ford Corcel I: Alguém é louco de preparar o Windsor 302 V8 do Maverick pra andar com álcool? Por isso que, na Ford, escolho o Corcel I. Na prática, todo Corcel tem um quê de Renault das décadas de 60 e 70 (a Willys, que fabricava modelos Renault licenciados por aqui, foi comprada pela Ford em 1968), e por tabela dos clássicos Alpine franceses que tinham um ar da beira-mar de St. Tropez, com direito a Brigitte Bardot e tudo. Por isso usaria um sedã duas portas com a tradicional pintura azul-geladeira, só que um pouco mais escura. Capô, teto e tampa do porta malas seriam pintados de preto em três camadas. Os bancos, em couro sintético preto. Entra a caixa de mudanças do Del Rey, de 5 marchas. Se desse pra adaptar, entra o motor AP1800 Mi, já utilizado nos Versailles. Se não, a mesma solução do Opala: injeção Bosch. Os pneus seriam de perfil alto em rodas de aro 14.

Com qualquer 15 mil "conto" eu faço o projeto. O problema é justamente a grana aparecer. Enquanto isso, eu fico no suspiro.