8 de janeiro de 2009
Um Pouco De Felicidade
Este blogueiro foi aprovado em 1º lugar em um concurso público federal e, muito provavelmente, ainda neste 1º semestre deverá mudar-se para uma capital do sul do país.
6 de janeiro de 2009
Não Dá
Eu até queria fugir do tema "Conflito no Oriente Médio" hoje. Mas não dá. Não depois das notícias de hoje.
É mais fácil ser um pacifista completo, do tipo que abraça árvore, quando a gente imagina uma guerra onde, por mais assimétrica que seja, somente marmanjos com cara de mau lutam. Não importa se um dos caras tem kevlar cobrindo cada centímetro de pele e o outro tem mal e mal um fuzil com as balas contadas no carregador.
Os israelenses deram hoje uma mostra do quão baixo desceram da Segunda Guerra até agora, do quanto se "esforçaram" para perder a razão que tinham ao sobreviverem ao Holocausto. Eu já havia percebido isso com a frieza de analista político em outros confrontos, ou seja, distante, hermeticamente preso a uma definição de livros.
Não mais.
Durante a ofensiva terrestre na Faixa de Gaza, hoje, tanques de guerra e aeronaves israelenses destruíram duas escolas das Nações Unidas, com dísticos bem visíveis, e onde civis se abrigavam. Imagino a cena desesperadora dos tanques, enormes e impessoais, virando suas torretas na direção dos prédios e apontando seus telêmetros laser para o interior da estrutura. Os projéteis de 120 mm atingindo as paredes. Finalizando, um míssil mergulhando do céu numa trilha de fumaça, reduzindo tudo a escombros.
Que se dane se o Hamas está usando civis como escudos humanos. Que se dane se eles dispararam foguetes, que se dane quem atirou a primeira pedra. Tudo isso está acontecendo por que Israel não conhece mais limites às suas ações. Faz o que faz porque sabe que ninguém vai repreender, como uma criança mimada. Fazendo uma analogia com o taoísmo, há um claro desequilíbrio de Yin e Yang aqui nesta situação.
Eu tenho o direito de ficar indignado quando a polícia brasileira atira primeiro e pergunta depois, para descobrir que matou uma pessoa inocente. Sobra um pedido de desculpa esfarrapado para as vítimas. Porque eu não posso ficar indignado quando um exército inteiro mata centenas de inocentes com a desculpa de manter a lei e a ordem num território que nem é o deles.
Israel não está ameaçado, em última análise, pelos árabes em si. Está ameaçado pela sua própria destruição moral, pelos recorrentes recursos à força, pela fascistização de sua sociedade que não conhece argumento melhor que uma Uzi de carregador cheio.
É mais fácil ser um pacifista completo, do tipo que abraça árvore, quando a gente imagina uma guerra onde, por mais assimétrica que seja, somente marmanjos com cara de mau lutam. Não importa se um dos caras tem kevlar cobrindo cada centímetro de pele e o outro tem mal e mal um fuzil com as balas contadas no carregador.
Os israelenses deram hoje uma mostra do quão baixo desceram da Segunda Guerra até agora, do quanto se "esforçaram" para perder a razão que tinham ao sobreviverem ao Holocausto. Eu já havia percebido isso com a frieza de analista político em outros confrontos, ou seja, distante, hermeticamente preso a uma definição de livros.
Não mais.
Durante a ofensiva terrestre na Faixa de Gaza, hoje, tanques de guerra e aeronaves israelenses destruíram duas escolas das Nações Unidas, com dísticos bem visíveis, e onde civis se abrigavam. Imagino a cena desesperadora dos tanques, enormes e impessoais, virando suas torretas na direção dos prédios e apontando seus telêmetros laser para o interior da estrutura. Os projéteis de 120 mm atingindo as paredes. Finalizando, um míssil mergulhando do céu numa trilha de fumaça, reduzindo tudo a escombros.
Que se dane se o Hamas está usando civis como escudos humanos. Que se dane se eles dispararam foguetes, que se dane quem atirou a primeira pedra. Tudo isso está acontecendo por que Israel não conhece mais limites às suas ações. Faz o que faz porque sabe que ninguém vai repreender, como uma criança mimada. Fazendo uma analogia com o taoísmo, há um claro desequilíbrio de Yin e Yang aqui nesta situação.
Eu tenho o direito de ficar indignado quando a polícia brasileira atira primeiro e pergunta depois, para descobrir que matou uma pessoa inocente. Sobra um pedido de desculpa esfarrapado para as vítimas. Porque eu não posso ficar indignado quando um exército inteiro mata centenas de inocentes com a desculpa de manter a lei e a ordem num território que nem é o deles.
Israel não está ameaçado, em última análise, pelos árabes em si. Está ameaçado pela sua própria destruição moral, pelos recorrentes recursos à força, pela fascistização de sua sociedade que não conhece argumento melhor que uma Uzi de carregador cheio.
Ingredientes:
política,
relações humanas,
relações internacionais
3 de janeiro de 2009
Ensaios De História Alternativa
- Se os republicanos tivessem ganho a Guerra Civil Espanhola, seria muito provavelmente porque eles teriam contado com um apoio ao menos diplomático da Inglaterra, da França e dos EUA, além do soviético. A força que os liberais teriam no governo tornaria o país menos de esquerda do que normalmente se supõe, o que os levaria a uma social-democracia neutra estilo Suécia. Ah, e desta forma, talvez permanecessem neutros na Segunda Guerra Mundial. A derrota dos fascistas diminuiria o peso político de Alemanha e Itália, que para levar a cabo suas demandas territoriais recorreriam à força de uma forma muito mais enfática. E perderiam a guerra do mesmo jeito;
- Se durante a confusão na qual o Estado de Israel foi criado, em 1948, os vizinhos árabes tivessem devolvido os territórios da faixa de Gaza e a Cisjordânia para os palestinos, hoje teríamos um estado que seria menos joguete de Israel do que é hoje. E se Israel tivesse tomado uma lição mais decisiva em 1967 ou 73, talvez tivesse menos ganas de resolver tudo pela força hoje em dia (ou então simplesmente teríamos uma capital árabe destruída por uma bomba atômica, não sei...);
- Se Vargas não tivesse dado o golpe do Estado Novo em 1937, muito provavelmente o vitorioso nas eleições de 1942 ou 1946 seria fruto de uma coligação entre PTB, PSD e, talvez, o PCB. Mas o Brasil entraria na guerra de toda forma, e até com mais ganas de participar do que se estivesse com o gaúcho no poder. Seríamos uma democracia mais ou menos no estilo ocidental, com mais motivos para não gostar dos fascistas. Plínio Salgado tentaria um putsch com resultados piores que os que foram obtidos naquele que ele tentou contra Vargas. Olga Benário e Prestes provavelmente organizariam um regimento brasileiro pra lutar na Espanha.
Mas são só ensaios. Que outros exemplos os leitores poderiam dar de soluções alternativas para eventos da História?
- Se durante a confusão na qual o Estado de Israel foi criado, em 1948, os vizinhos árabes tivessem devolvido os territórios da faixa de Gaza e a Cisjordânia para os palestinos, hoje teríamos um estado que seria menos joguete de Israel do que é hoje. E se Israel tivesse tomado uma lição mais decisiva em 1967 ou 73, talvez tivesse menos ganas de resolver tudo pela força hoje em dia (ou então simplesmente teríamos uma capital árabe destruída por uma bomba atômica, não sei...);
- Se Vargas não tivesse dado o golpe do Estado Novo em 1937, muito provavelmente o vitorioso nas eleições de 1942 ou 1946 seria fruto de uma coligação entre PTB, PSD e, talvez, o PCB. Mas o Brasil entraria na guerra de toda forma, e até com mais ganas de participar do que se estivesse com o gaúcho no poder. Seríamos uma democracia mais ou menos no estilo ocidental, com mais motivos para não gostar dos fascistas. Plínio Salgado tentaria um putsch com resultados piores que os que foram obtidos naquele que ele tentou contra Vargas. Olga Benário e Prestes provavelmente organizariam um regimento brasileiro pra lutar na Espanha.
Mas são só ensaios. Que outros exemplos os leitores poderiam dar de soluções alternativas para eventos da História?
1 de janeiro de 2009
Tocando O Terror, Nova Temporada
(em primeiro lugar, feliz 2009 a todos)
Como se sabe, desde o final de dezembro o governo israelense vem realizando ataques contra a população e o governo palestinos na Faixa de Gaza, com a razão de retaliar ataques efetuados pelo partido Hamas, que virtualmente controla toda a população naquela tripa de terra espremida entre dois países politicamente poderosos (o outro é o Egito) e o Mediterrâneo.
Até aí, tudo bem. Todo país tem direito à defesa de sua integridade territorial e à integridade de seus cidadãos. Mas uma análise minunciosa dos fatos e dos números muito provavelmente retira de Israel o privilégio de ser o Estado defensor dessa história:
1) Os primeiros ataques por parte do Hamas foram feitos com a alegação de que a parte israelense desrespeitou um acordo de cessar-fogo que encerrou-se no último dia 19. O acordo rezava que as partes se abstinham de realizar ataques de caráter militar e liberar o acesso à Faixa de Gaza, por terra, mar e ar, de alimentos, material de construção e remédios. A julgar pela situação humanitária na Gaza pré-ataque, parece que o Hamas estava certo nessa;
2) O Hamas iniciou os ataques contra Israel usando sua arma tradicional: os foguetes Qassam. Tratam-se de projéteis de artilharia rudimentares e sem nenhuma capacidade de se guiarem até os alvos, a não ser pelo cálculo matemático da trajetória na ocasião do lançamento. Seu alcance máximo é de 10 km. No entanto, Israel tem à sua disposição uma força aérea com cerca de 350 aviões de combate modernos, uma marinha com 6 corvetas armadas com mísseis e canhões, além de dezenas de barcos patrulha, fora os avançados sistemas de artilharia, por obuses e foguetes. Aparentemente eles estão usando tudo nesta ação militar;
3) A disparidade entre as forças em combate se traduz no saldo de mortos: 410 no lado palestino, 4 do lado israelense. Sem contar os feridos. Além disso, na região de Gaza estão faltando, mais do que antes, medicamentos, alimentos, e, pasmem, câmaras frigoríficas para acondicionar os mortos antes dos funerais.
Há quem diga, depois de toda essa argumentação, que não existe nada de errado na ação israelense.
Como se sabe, desde o final de dezembro o governo israelense vem realizando ataques contra a população e o governo palestinos na Faixa de Gaza, com a razão de retaliar ataques efetuados pelo partido Hamas, que virtualmente controla toda a população naquela tripa de terra espremida entre dois países politicamente poderosos (o outro é o Egito) e o Mediterrâneo.
Até aí, tudo bem. Todo país tem direito à defesa de sua integridade territorial e à integridade de seus cidadãos. Mas uma análise minunciosa dos fatos e dos números muito provavelmente retira de Israel o privilégio de ser o Estado defensor dessa história:
1) Os primeiros ataques por parte do Hamas foram feitos com a alegação de que a parte israelense desrespeitou um acordo de cessar-fogo que encerrou-se no último dia 19. O acordo rezava que as partes se abstinham de realizar ataques de caráter militar e liberar o acesso à Faixa de Gaza, por terra, mar e ar, de alimentos, material de construção e remédios. A julgar pela situação humanitária na Gaza pré-ataque, parece que o Hamas estava certo nessa;
2) O Hamas iniciou os ataques contra Israel usando sua arma tradicional: os foguetes Qassam. Tratam-se de projéteis de artilharia rudimentares e sem nenhuma capacidade de se guiarem até os alvos, a não ser pelo cálculo matemático da trajetória na ocasião do lançamento. Seu alcance máximo é de 10 km. No entanto, Israel tem à sua disposição uma força aérea com cerca de 350 aviões de combate modernos, uma marinha com 6 corvetas armadas com mísseis e canhões, além de dezenas de barcos patrulha, fora os avançados sistemas de artilharia, por obuses e foguetes. Aparentemente eles estão usando tudo nesta ação militar;
3) A disparidade entre as forças em combate se traduz no saldo de mortos: 410 no lado palestino, 4 do lado israelense. Sem contar os feridos. Além disso, na região de Gaza estão faltando, mais do que antes, medicamentos, alimentos, e, pasmem, câmaras frigoríficas para acondicionar os mortos antes dos funerais.
Há quem diga, depois de toda essa argumentação, que não existe nada de errado na ação israelense.
30 de dezembro de 2008
Fim De Ano
Amanhã é véspera de Ano Novo.
E eu começo a entender o porquê de tantos blogueiros deixarem suas páginas às moscas.
Dá uma preguiça de postar nessa época do ano...
E eu começo a entender o porquê de tantos blogueiros deixarem suas páginas às moscas.
Dá uma preguiça de postar nessa época do ano...
27 de dezembro de 2008
Relatos Do Front
- O fim de ano em Arcoverde está uma porcaria. O nosso prefeito reeleito brindou a cidade com uma festa que nem em sonho lembra as que ocorriam na minha infância. Todos por aqui reclamaram;
- Descoberta sensacional em termos de heavy metal: Aria, considerada a maior banda do gênero surgida no período soviético. Eu ouvi o primeiro álbum deles aqui, de 1985. Imagine o instrumental dos dois primeiros discos do Iron Maiden com os vocais de Ronnie James Dio - em russo. Eu adorei.
- Descoberta sensacional em termos de heavy metal: Aria, considerada a maior banda do gênero surgida no período soviético. Eu ouvi o primeiro álbum deles aqui, de 1985. Imagine o instrumental dos dois primeiros discos do Iron Maiden com os vocais de Ronnie James Dio - em russo. Eu adorei.
25 de dezembro de 2008
Grandes Esperanças
O Santa Cruz Futebol Clube, O Mais Querido Das Multidões, está passando por grandes mudanças. Já estava antes de eu tirar minhas férias sabáticas do blog, mas só agora nós, tricolores, pudemos sentir o gostinho da mudança. Certo, não dá pra dizer muita coisa. Entretanto, só o fato de o clube ter o estádio reformado em suas estruturas, e receber um gramado de alta qualidade com sistema de irrigação automatizado, já significa muita coisa.
A mudança do patrocinador de material esportivo também é motivo de vitória. Só o fato de saber que vamos dar adeus à sebosíssima Champ's, que cometeu o disparate de fazer um escudo no qual o branco foi substituído por cinza (!), já significa muita coisa.
A contratação, no período de um mês, de 20 jogadores, bem como o aproveitamento de alguns oriundos das divisões de base também é sensacional. Além disso, a promessa a ser concretizada da construção do novo CT e do maior apoio aos pratas da casa já significam muita coisa.
Mas se consideramos que nenhuma competição começou e que nenhum aspecto prático da mudança rendeu resultados em campo, vemos com temor que na prática isso ainda não significa nada. Espero que só ainda.
A mudança do patrocinador de material esportivo também é motivo de vitória. Só o fato de saber que vamos dar adeus à sebosíssima Champ's, que cometeu o disparate de fazer um escudo no qual o branco foi substituído por cinza (!), já significa muita coisa.
A contratação, no período de um mês, de 20 jogadores, bem como o aproveitamento de alguns oriundos das divisões de base também é sensacional. Além disso, a promessa a ser concretizada da construção do novo CT e do maior apoio aos pratas da casa já significam muita coisa.
Mas se consideramos que nenhuma competição começou e que nenhum aspecto prático da mudança rendeu resultados em campo, vemos com temor que na prática isso ainda não significa nada. Espero que só ainda.
23 de dezembro de 2008
E O Tornado Passou
Eu me sinto justamente dessa forma, como se um turbilhão de vento tivesse passado em cima de minha casa, de minha cabeça, de minha vida. Esses dois meses de ausência foram loucos, e me deixaram exaustos. Foram viagens, tensão, mecanicidade indesejável como se eu fosse um daqueles computadores antigos, que enchiam uma sala inteira.
Esse sacrifício também rendeu seus frutos. Eu aprendi a lição sob muitos aspectos. Tive minha dose de vitórias também, o que me deixa em dívida com a Providência Divina. Espero saber agradecer à altura. E, como era de se esperar, minha cabeça está cheia de sonhos e planos, inclusive do que fazer se as coisas não saírem exatamente como planejado.
Acho que o que mais me marcou nesse período de tempo, como símbolo dessa mudança relâmpago, foi algo que uma colega minha - que eu não via já há algum tempo - me disse, em um encontro post-mortem da minha turma da faculdade. Ela me disse: "Você está diferente da última vez que eu o vi: está mais seguro de si". Se é em momentos de crise que nós crescemos, então...
Esse sacrifício também rendeu seus frutos. Eu aprendi a lição sob muitos aspectos. Tive minha dose de vitórias também, o que me deixa em dívida com a Providência Divina. Espero saber agradecer à altura. E, como era de se esperar, minha cabeça está cheia de sonhos e planos, inclusive do que fazer se as coisas não saírem exatamente como planejado.
Acho que o que mais me marcou nesse período de tempo, como símbolo dessa mudança relâmpago, foi algo que uma colega minha - que eu não via já há algum tempo - me disse, em um encontro post-mortem da minha turma da faculdade. Ela me disse: "Você está diferente da última vez que eu o vi: está mais seguro de si". Se é em momentos de crise que nós crescemos, então...
7 de novembro de 2008
Devagar, Quase Parando
Este blog vai passar por um período de postagem incerta nos próximos dois meses. Passei aqui para avisar isso e também para dizer que sim, fiquei feliz com a vitória de Obama nos EUA. Pelo menos garantimos mais uns 8 anos sem guerra nuclear com a Rússia ou a China.
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