17 de janeiro de 2008

Decisão Difícil

Às vezes, acontece de sem querer a gente atrair demais a atenção de uma pessoa. Neste sentido que você está pensando sim, leitor. Acontece de, mesmo que num primeiro momento a gente até gostar da situação, depois acaba percebendo que a realidade não é tão cor-de-rosa assim. E talvez a gente até goste um pouco desse tom de cinza meio sujo que permeia ela, porque deixa eu e você mais próximos do mundo. E aprende a desejar uma vida razoável dentro dessa névoa poluída.

Hoje eu tive de cometer uma dura decisão de cortar contatos com alguém, menos por mim, mais por ela mesmo. Mais um pouco e eu sinto que a espiral descendente iria descer ainda mais. E eu não poderia mais oferecer nada a ela, pelo que eu sinto.

Não dava mais.

16 de janeiro de 2008

Do Que NÃO Se Deve Fazer

JAMAIS tente segurar um gato arisco por qualquer motivo.

A sensação que se tem é a de se estar pondo as mãos dentro de uma centrífuga de suco.

14 de janeiro de 2008

Virtude, Ou Não

Eu não peguei o gabarito deste último concurso que fiz, muito mais por uma questão de não ligar muito para o resultado. O que realmente vai decidir a minha vida vai rolar em março, e a inscrição já foi feita. Mas de qualquer jeito não pude deixar de ficar assustado com uma coisa.

Havia uma questão simples, de Economia, o que me deixou surpreso de encontrar em uma prova específica de Comunicação Social. Era realmente simples, tratava dos efeitos de um aumento de demanda sobre um produto agrícola de oferta inelástica em um determinado mercado. Era uma barbada - eu já mencionei que era ridícula - na qual obviamente o preço do produto iria subir horrores.

Mas aí me bateu uma coisa na cabeça. Ora, com uma curva de oferta tão inclinada negativamente como é o caso das inelásticas, então derivando a curva da demanda para a direita, a tendência é que o ponto de equilíbrio de mercado se desloque para baixo nos preços, não é verdade? Então eu marquei todo alegrinho e com ar professoral essa alternativa.

Huh, só que eu troquei as bolas e esqueci que a curva que é inclinada negativamente é a da demanda, não a da oferta.

"Gênio".

9 de janeiro de 2008

Não Sou Otaku!

Mas estou aguardando ansiosamente a saga do Elísio de Cavaleiros do Zodíaco (prevista para sair no Japão em março - e por tabela os otakus autênticos brasileiros devem traduzir um mês depois da exibição) e ainda baixei algumas músicas da trilha sonora.

Por sinal, as músicas "recuperação milagrosa pós-surra que Seiya levava" são um ótimo impulso moral para me levar de volta aos livros...

* * *

A postagem neste blog permanecerá intermitente durante as próximas semanas, ou pelo menos enquanto este blogueiro não tira sua permissão para dirigir.

4 de janeiro de 2008

Entre-posts

Para anunciar dois blogs novos (na verdade, um nem tão novo assim, mas enfim.):

- Um é o reativado Like Cinnamon, da senhorita Mircala Bulzing. Mircala era uma estudante de Jornalismo da Unicap que resolveu que paella era melhor que arrumadinho, e por isso hoje está lá na Espanha. Para poesia em espanhol, clique no link acima;

- O outro são As Terríveis (?) Aventuras de Dani, da senhorita Daniela Cheloni. Esta aqui é uma paulista radicada em Alagoas que terminou vindo estudar Ciências da Computação aqui em Pernambuco. Não entendeu? De início também deu um nó na minha cabeça, mas depois a gente se acostuma.

E mais tarde tem uma postagem decente (espero). Aguardem!

2 de janeiro de 2008

Reabrindo O Negócio

Voltei.

Natal e Ano Novo bem normais. Felicidade por ter revisto alguns parentes meus que eu não via já há algum tempo. Mas de resto normal.

Eu queria falar sobre isso aqui:



É um vídeo de uma musiquinha escrota que um programa inglês fez sobre o Aiatolá Khomeini. Trata-se do "Not The Nine O'Clock News", um programa de comédia da BBC que ficou no ar entre 1979 e 1982. Foi um programa revolucionário na época pelo fato de, apesar de manter a estrutura de sketches com um elenco fixo (Rowan Atkinson, Pamela Stephenson, Mel Smith e Griff Rhys Jones), já consagrada pelo Monty Python, abria a possibilidade de qualquer roteirista de comédia da Inglaterra enviar seu roteiro para a produção e ter seu sketch encenado. Normalmente, era coisa de poucos segundos a poucos minutos, em um programa de meia hora.

As piadas até hoje se mantêm hilárias, especialmente quando consideramos as ácidas tiradas políticas com os eventos da época. Ninguém escapava, de Khomeini (como descrito acima) a Margareth Thatcher e a cara-de-pau dos Tories dominantes na Inglaterra de então. Além disso, havia um ótimo humor nonsense e cotidiano, como o sujeito que é sacaneado ao tentar comprar um gramofone (na verdade, uma vitrola) ou então uma linha de montagem da finada British Leyland onde todos os trabalhadores se chamavam Bob. Um monte desses videozinhos podem ser encontrados no Youtube. Aqui no Brasil, os programas eram exibidos pelo Euro Channel.

Sem falar que eu estou viciado na melodia e na voz da cantora do vídeo acima. :P

22 de dezembro de 2007

Tirando Férias

Até o dia 1º de janeiro de 2008, esse blog estará de férias. Os "habitués" daqui podem aproveitar e pegar algum livro bom pra ler neste meio tempo (eu sugiro, para quem ainda não leu, "A Paixão Segundo G.H."). Garanto que lucrarão mais que com posts meus.

Feliz Natal a todos e bom Ano Novo.

21 de dezembro de 2007

18 de dezembro de 2007

Devaneiando

Matéria do Estado de S. Paulo via o escandaloso Defesa@Net dá conta dos planos que a Marinha do Brasil tem para depois da construção do submarino nuclear, autorizado pelo governo federal e que será declarado operacional em 2020 (!). Os prazos dizem respeito ao tempo necessário para a aquisição de tecnologias vitais para o completo ciclo de desenvolvimento da nave, desde o reator (cujo projeto, por sinal, já está pronto e será utilizado nas usinas nucleares brasileiras a serem construídas nos próximos anos) até o submarino em si, casco, sistemas eletrônicos e tudo o mais. Não fosse, na minha opinião, um absurdo construir um trambolho desses, eles ainda querem comissionar mais um bocado nos próximos anos.

Parece que eles querem partir para o ataque com tecnologias completamente novas. Vejam isso aqui:

Há também vários segredos. O maior deles, ligado ao projeto, é o da tecnologia do eixo que leva movimento à enorme hélice destinada a movimentar o navio. O maior problema nessa área é limitar ruído e vibração. Empregando um conceito derivado da construção de ultracentrífugas nacionais, empregadas no enriquecimento do urânio usado como combustível de reatores, o eixo de 80 metros será magnético, funcionando sem barulho e, melhor ainda, sem atrito entre as partes móveis.

Acho que nem J. J. Benítez teria uma idéia igual. Ok, ele escreveu sobre a propulsão magnetohidrodinâmica, mas o que os engenheiros da MB pretendem fazer é no mínimo surpreendente considerando um país de Terceiro Mundo.

E o projeto da base para abrigar o submarino, então?

Esses gigantes vão operar a partir de uma nova base naval, que tem grande chance de ser instalada no litoral de São Paulo, ao norte de São Sebastião. Alí, no bolsão de águas calmas e profundas, onde a topografia da costa é pouco acidentada, os navios atômicos, protegidos por baterias de mísseis antiaéreos, seriam preparados para cumprir missões permanentes de patrulha. (...)

O complexo de edifícios da base será todo coberto para escapar do olho dos satélites militares. O prédio da doca funcionará com berços flutuantes e diques de drenagem - as embarcações serão movimentadas para dentro e para fora com auxílio da água do mar. Sempre rapidamente, quase sempre durante a noite, ao amanhecer, ao cair da tarde ou quando houver neblina. Recursos mínimos para reduzir - mas não evitar - a observação eletrônica.

Tudo isso - da divisão do ambiente ao compartimento onde ficará o reator, o centro de combate e até a nova base - está pronto, em escala, no discreto pavilhão M, do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), no campus da USP. Ali há maquetes de engenharia que vêm sendo periodicamente atualizadas desde os anos 80, quando o programa, então considerado secreto, teve início.

Isso me fez lembrar de um artigo que eu estava vendo na Wikipedia, quando estava pesquisando sobre a Guerra Fria. O fato é que, na histórica cidade ucraniana de Balaclava, onde ocorreu uma das mais ferrenhas batalhas da Guerra da Criméia, os soviéticos construíram uma base secreta de submarinos que operariam a partir do mar Negro e projetariam-se dali para o Mediterrâneo (e talvez para o Atlântico, se os ingleses permitissem uma improvável passagem através de Gibraltar). Por fora, a base era apenas uma porta de concreto que dava acesso a um porto enorme escondido dentro de uma caverna artificial em um dos muitos promontórios do lugar. Era considerada tão resistente a ponto de resistir ao impacto direto de uma ogiva nuclear. Hoje, ela é apenas um museu.

Mas eu me pergunto, agora. Estariam os milicos da MB pensando em algo parecido?