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23 de novembro de 2007

E Será Que Vai?

Matéria do Blig do Gomes dá conta de que uma nova categoria está para ser lançada no segundo semestre de 2008: trata-se da Superleague, que correrá com um chassis Panoz e um motor V12 4.2 de mais de 750 cavalos de potência (eu nunca consegui converter direito braking horse power). O diferencial do tal campeonato é a divisão por times de futebol, e não por equipes. O clube brasileiro que patrocinará um dos carros é justamente o Framengo.

Se vai deslanchar? Não sei. O Gomes aposta que não. Eu não posso dizer, já que está ainda relativamente longe. Mas é muito estranho que, das 6 etapas previstas, uma não esteja confirmada, e que não existe ainda um único piloto previsto para pilotar os bólidos. Pra completar, o site oficial é na verdade um blog hospedado na Wordpress. Sei não...

2 de novembro de 2007

Ele Certamente Gostou

Aconteceu o que eu e um monte de gente esperava na F1: o empresário de Alonso anunciou a recisão do contrato do piloto na McLaren, e agora está livre para negociar outros contratos com outras equipes - de preferência bem longe de Lewis Hamilton.

Quanto a isso, algumas coisas precisam ser ditas:

1) Eu me surpreendi com a forma como o contrato foi terminado de uma maneira tão amistosa, ao menos no que diz respeito ao plano dos negócios. Eu esperava uma espécie de Gotterdammerung nos trailers da equipe de Ron Dennis, mas parece que resolveram agir como um casal que entende que a relação não está mais dando certo e assina os papéis sem muita conversa (hipótese corroborada por esta notícia aqui);

2) Apesar da aparente incerteza, eu apostaria todas as minhas fichas em como Alonso vai mesmo para a sua antiga casa, a Renault. Foi certamente o lugar onde ele foi mais feliz na F1, e existe uma vontade por parte dos dirigentes da equipe anglo-francesa (e quem disser que é só francesa apanha!). É só juntar a fome com a vontade de comer. Asfalto;

3) Ron Dennis sim vai continuar seu calvário com a McLaren-Mercedes, ao menos é o que tudo indica. E a inversa também é verdadeira. A Prodrive, empresa especialista em carros para o WRC, teve melada a sua oportunidade de entrar na F1 por Bernie Ecclestone, o Ricardo Teixeira do "circo". Ou seja, isso significa que a Mercedes vai continuar com aqueles ingleses chatos de Woking e a McLaren vai continuar com aqueles alemães pedantes de Stuttgart. Quid pro quo.

Agora é esperar pra ver como vai ser o quebra-pau nas pistas em 2008. Aliás, eu estou louco pra ver como vai ser esse GP noturno de Cingapura.

23 de outubro de 2007

Volvo e Eu














Quadraaaaaaaaaaaaaado!!!

Nunca tive. (tá, essa foi infame)

Mas não por falta de vontade. Eu adoro marcas de automóveis, mas a Volvo AB (abreviatura de Aktiebolaget, o equivalente sueco de "S.A.") é uma das marcas pelo qual eu nutro um carinho especial, mesmo quando não merece: até bem pouco tempo atrás, os Volvo eram conhecidos pelo seu design quadrado, verdadeiros caixotes. Antes disso, quando tinham o design arredondado dos anos 50 e primeira metade dos 60, a Volvo chegou a lançar um esportivo extremamente simpático, o P1800, e vendeu bastante até. Mas não tinha apelo com seu público alvo: os jovens suecos da época o chamavam de "o esportivo dos velhos".

Fundada nos anos 20 como uma subsidiária da SKF, uma fabricante de peças, a Volvo fora anteriormente uma fabricante de rolamentos, mas mudou seu foco com a independência e a presidência de dois sujeitos, Assar Gabrielsson e Gustav Larson. O seu primeiro carro de sucesso surgiu no início dos anos 50 como uma alternativa para desovar chassis de vans subutilizados: nascia a primeira wagon da marca, a PV444. Desde os anos 40 a marca tem uma reputação de confiabilidade e vanguarda no uso de equipamentos de segurança.

A divisão de automóveis da Volvo foi vendida à Ford em 1999, ficando os caminhões, motores (inclusive turbinas de aviação) e máquinas de construção com o grupo original. No entanto, a marca manteve muito de sua segurança e, verdade seja dita, melhorou bastante em termos de design. Há quem goste dos caixotes dos anos 70, 80 e 90. Mas não é nada condizente com os tempos atuais (economia de combustível, maior eficiência aerodinâmica) e com a própria imagem de segurança da marca manter um farol quadrado (ou até mesmo um duplo farol redondo, parecendo uma carreta) ou um ângulo quase reto no pára-brisas.

Os rumores sobre a venda da Volvo Cars (e de todo o grupo PAG, que inclui ainda a Jaguar e a Land Rover) continuam, com a família Wallenberg, sueca, despontando na frente como potenciais candidatos. Nada mais justo, uma vez que isso tornaria a marca novamente pertencente à terra do rei Carl Gustav e manteria o uso de plataformas da Ford. Enquanto isso, eu continuo com sonhos de mulher, filhos, e uma V50 com motor flex na garagem.

10 de julho de 2007

Uma Nova Tradição de Hot-Rods Brasileiros















Design e tecnologia italianas, por incrível que pareça

Arnaldo Tenório, contribuidor das discussões do grupo Ágora (link ao lado), é um dos maiores entusiastas de recuperação de carros antigos que eu conheço, comigo incluso. Ele tinha em mente um projeto no mínimo tentador, e que envolvia o veículo acima ilustrado. O FIAT 147, um dos maiores sucessos de venda da fábrica de Turim, foi fabricado não só na Itália, mas em uma série de países de Terceiro Mundo, como Brasil, Argentina e Turquia. Além disso, cedeu seus préstimos à SEAT espanhola, à Zastava iugoslava e à Lada soviética, onde sobrevive até hoje como aquele carrinho quadradão que era vendido aqui sob o nome de 1300.

Ele gostaria de preparar um Fiat desses, de preferência com a frente utilizada pelos idos de 1980, usando um motor Fiasa 1.5 com injeção multiponto, o mesmo utilizado até bem pouco tempo na família Palio e Fiorino. Mantendo igualmente a caixa de marchas e o escapamento do Fiasa, ainda que preparado para sair um som "bonito", receberia novo estofamento, rodas, pneus, uma suspensão mais elevada e um improviso no protetor de cárter. Pronto: um ótimo carro de rali, com relação peso/potência invejável, está pronto para encarar as trilhas.

Eu ainda faria mais. Acho que, na minha mente doentia, tem um plano de tuning (no meu caso é afinação mesmo, não transformar um carro em árvore de natal) para cada clássico brasileiro, mas não escondo minhas preferência por modelos refrigerados a água. E detalhe, todos eles usariam álcool, já que eu sou uma criatura ecologicamente correta:

Volkswagen Passat: utilizando um dos primeiros modelos, 1975, envolveria a colocação de rodas semelhantes às utilizadas nos veículos de rali (Sportline é o fabricante), uma suspensão mais rígida ou até mesmo regulável, a troca da caixa de mudanças por uma de 5 velocidades, e a alteração mais importante: a colocação de um motor AP1800 Mi. A carroceria seria mantida mais ou menos da mesma forma que a original;

Chevrolet Opala: De preferência um modelo coupé 1980. Eu tenho um especial fetiche pelas caixas de 3 marchas acionadas na coluna de direção, mas para os meus propósitos seria mais interessante uma de 5 marchas. O motor seria o venerável 4.1 "seis canecos", seja o do Omega ou um mais recente com injeção Bosch K-Jetronic. A preparação externa seria feita de modo a lembrar o último SS a sair da linha de produção, embora o acabamento interior teria de ter obrigatoriamente uma coloração bege quase areia. Detalhes em couro sintético;

Ford Corcel I: Alguém é louco de preparar o Windsor 302 V8 do Maverick pra andar com álcool? Por isso que, na Ford, escolho o Corcel I. Na prática, todo Corcel tem um quê de Renault das décadas de 60 e 70 (a Willys, que fabricava modelos Renault licenciados por aqui, foi comprada pela Ford em 1968), e por tabela dos clássicos Alpine franceses que tinham um ar da beira-mar de St. Tropez, com direito a Brigitte Bardot e tudo. Por isso usaria um sedã duas portas com a tradicional pintura azul-geladeira, só que um pouco mais escura. Capô, teto e tampa do porta malas seriam pintados de preto em três camadas. Os bancos, em couro sintético preto. Entra a caixa de mudanças do Del Rey, de 5 marchas. Se desse pra adaptar, entra o motor AP1800 Mi, já utilizado nos Versailles. Se não, a mesma solução do Opala: injeção Bosch. Os pneus seriam de perfil alto em rodas de aro 14.

Com qualquer 15 mil "conto" eu faço o projeto. O problema é justamente a grana aparecer. Enquanto isso, eu fico no suspiro.