Pelo menos para o ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Respondendo a um alerta vermelho dado pela Polícia Federal, a Interpol prendeu o dito cujo... em Mônaco! Ao que parece, nossa justiça ainda não formalizou o pedido de extradição, mas deve fazê-lo em breve.
Uma coisa sempre me chamou a atenção no caso Cacciola: Tá, a Itália não pode extraditar um nacional seu a não ser em certas categorias de crimes, e crime contra a ordem financeira não está listado por lá. Isso é de praxe pra qualquer país, inclusive o nosso. Mas por que o STF não encaminhou um pedido para lá pedindo que o dito cujo fosse julgado pelo crime de acordo com o código penal de lá e perante um tribunal italiano?
Não custa nada lembrar: Cacciola era o antigo dono do banco Marka, que, junto com o FonteCindam, deu o calote no Banco Central que socorreu os mesmos durante a desvalorização do real em 1999. Cacciola pegou o dinheiro, não pagou, e como tinha cidadania italiana, fugiu para Roma.
Vai entender...
15 de setembro de 2007
14 de setembro de 2007
Algo Que Não Se Pode Parar
Sente-se que o tempo está passando quando muitas de suas referências antigas começam a deixar de existir. Antes de transformar-se no carnaval de breguice que é hoje em dia, o SBT era, digamos, mais contido, e fornecia uma alternativa razoável na minha infância à Globo e à Manchete (obviamente, quando acabavam os desenhos das tartarugas ninja, do karatê kid e os tokusatsu japoneses). Mas como era de esperar-se, os bons programas de minha infância foram acabando. Primeiro Bozo, depois Sérgio Mallandro (na época que este ainda se dava algum respeito). Agora, um dos últimos resquícios dessa época morre.
No caso, Pedro de Lara. Jurado de programa de calouros por excelência, era turrão, levava vaias da platéia, mas era mais engraçado que Sílvio Santos, os calouros, Sônia Lima e Décio Piccinini juntos. Ele também interpretava um tal de Salci-fufu no programa do Bozo, do qual eu tenho apenas uma vaga lembrança e não mais. Quando o que prestava (afinal de contas, existe o trash que vale a pena ser visto e, bem, o resto na mesma categoria) no SBT acabou e foi substituído por programas de baixaria e novelas mexicanas, comecei a perceber que a televisão perdera seu encanto de infância. Por um lado foi bom. Por outro, nem tanto.
Pedro de Lara morreu de uma maneira que seria cômica, se não fosse trágica: recusando-se a tratar um câncer de próstata. Para alguém tinha pecha de brabo, ainda mais vindo de uma cidade no limite do agreste com o sertão, Bom Conselho, não poderia imaginar que agisse de outra forma, ainda que isto tenha custado sua saúde.
Acho que é assim que a gente vai percebendo que está ficando velho.
No caso, Pedro de Lara. Jurado de programa de calouros por excelência, era turrão, levava vaias da platéia, mas era mais engraçado que Sílvio Santos, os calouros, Sônia Lima e Décio Piccinini juntos. Ele também interpretava um tal de Salci-fufu no programa do Bozo, do qual eu tenho apenas uma vaga lembrança e não mais. Quando o que prestava (afinal de contas, existe o trash que vale a pena ser visto e, bem, o resto na mesma categoria) no SBT acabou e foi substituído por programas de baixaria e novelas mexicanas, comecei a perceber que a televisão perdera seu encanto de infância. Por um lado foi bom. Por outro, nem tanto.
Pedro de Lara morreu de uma maneira que seria cômica, se não fosse trágica: recusando-se a tratar um câncer de próstata. Para alguém tinha pecha de brabo, ainda mais vindo de uma cidade no limite do agreste com o sertão, Bom Conselho, não poderia imaginar que agisse de outra forma, ainda que isto tenha custado sua saúde.
Acho que é assim que a gente vai percebendo que está ficando velho.
12 de setembro de 2007
Escapou Fedendo
Mas o cheirinho dela...
Pois é. Renan Calheiros escapou da cassação, ao menos em um dos processos pelo qual passava. Não vai ser agora que o membro de uma das 10 famílias que detêm 90% da riqueza do estado de Alagoas vai encontrar a devida justiça, embora na minha humilde opinião Renan está sendo o boi de sacrifício para dar um verniz de honestidade ao Congresso Nacional, em sua grande maioria já podre.
Em um processo conturbado, o saldo foi 40 votos contra a cassação, 35 a favor e 6 abstenções. Teve até briga de deputados com seguranças e alguns senadores para tentar ver a sessão na marra - e Fernando Gabeira protagonizou uma cena hilária com o senador Tião Viana, do PT-AC, já que o primeiro esmurrou o segundo por engano e depois deu um "beijinho pra sarar". Há quem diga que Tião Viana já merece ser chamado de mulher de malandro. Já quem provavelmente não achou muita graça foi Luciana Genro, que saiu com um corte feio na perna.
Mas verdade seja dita, acho que nunca na história dos processos levados a cabo naquele Congresso (e imagino que seja uma história capaz de ser contada em uma brochurazinha de 20 páginas) o cheiro de pizza demorou tanto pra sair. Até o último momento, a postura de empáfia de Renan ao dizer sistematicamente que ninguém o tiraria dali não passava de mise-en-scène, e ponto. Mas o dito cujo deveria saber de seus trunfos. E a pizza acabou saindo, pelo que eu percebi, uma calabresa acebolada e apimentada.
Melhor sorte (ou azar) nos próximos dois processos por quebra de decoro pelo qual ele vai responder. E, aos seis que se abstiveram, dizia Dante Alighieri que o inferno tem um lugar pronto para aqueles que, em momento de crise, não tomam partido.
11 de setembro de 2007
Rostos do Futuro
Em post de ontem, no qual se vê às voltas com alguém que questiona o fato de comparar Sandy com aquela moça hispano-americana que fez o High School Musical e posou pelada, o Hermenauta dá a dica de um site interessante: trata-se do projeto de um fotógrafo turco, Mike Mike (!), que produziu imagens compostas baseando-se em rostos fotografados aleatoriamente em pontos movimentados de grandes cidades do mundo. O resultado pode ser conferido em sua página, aqui.
Ele relata no site que, em determinado momento, enquanto andava no metrô londrino, olhou para as pessoas das mais diversas origens em sua volta, a grande maioria filhos bastardos do outrora enorme império britânico que agora vinham tentar a sorte na metrópole colonial. Eram jamaicanos, paquistaneses (pakis, para os neonazistas locais), indianos, malaios, nigerianos, chineses de Hong Kong, até mesmo irlandeses e australianos. E ele se perguntou: "afinal de contas, qual é a cara de Londres?".
Muito provavelmente sucitando questionamentos que motivaram o também jamaicano Stuart Hall a iniciar seus estudos culturais na Universidade de Birmingham (questionamentos sobre a validade do pensamento de Hall ficam pra outra oportunidade), double Mike colocou-se a imaginar como seria o futuro destas pessoas caso o intercâmbio não só cultural mas também genético se concretizasse de maneira ótima nos próximos anos nas tais grandes cidades. E foi assim que as imagens compostas saíram. No caso de Rio de Janeiro e São Paulo não chega a ser uma grande novidade, já que os rostos resultantes podem ser encontrados em cada esquina. Mas em sociedades ainda majoritariamente brancas, como a inglesa ou a alemã (vide as opções de cidade no site), ou até mesmo a argentina, deve ter sido um choque perceber que aos poucos a loirice tende a desaparecer. Ao menos para os mais conservadores.
Ele relata no site que, em determinado momento, enquanto andava no metrô londrino, olhou para as pessoas das mais diversas origens em sua volta, a grande maioria filhos bastardos do outrora enorme império britânico que agora vinham tentar a sorte na metrópole colonial. Eram jamaicanos, paquistaneses (pakis, para os neonazistas locais), indianos, malaios, nigerianos, chineses de Hong Kong, até mesmo irlandeses e australianos. E ele se perguntou: "afinal de contas, qual é a cara de Londres?".
Muito provavelmente sucitando questionamentos que motivaram o também jamaicano Stuart Hall a iniciar seus estudos culturais na Universidade de Birmingham (questionamentos sobre a validade do pensamento de Hall ficam pra outra oportunidade), double Mike colocou-se a imaginar como seria o futuro destas pessoas caso o intercâmbio não só cultural mas também genético se concretizasse de maneira ótima nos próximos anos nas tais grandes cidades. E foi assim que as imagens compostas saíram. No caso de Rio de Janeiro e São Paulo não chega a ser uma grande novidade, já que os rostos resultantes podem ser encontrados em cada esquina. Mas em sociedades ainda majoritariamente brancas, como a inglesa ou a alemã (vide as opções de cidade no site), ou até mesmo a argentina, deve ter sido um choque perceber que aos poucos a loirice tende a desaparecer. Ao menos para os mais conservadores.
Ingredientes:
(pós?)modernidade,
cultura,
relações internacionais
10 de setembro de 2007
People's General
Semana passada, parece que o novo Ministro da Defesa, o sr. Nelson Jobim, começou a realmente mostrar a que veio. Para aqueles mais preguiçosos em clicar nos links, eu explico:
O mais recente livro governamental documentando casos de torturas e desaparecimentos durante os anos de ditadura militar (1964-1985) gerou um tremendo mal-estar dentro das casernas, e com razão, ao menos para estes. Ninguém gosta de revelar os esqueletos que guarda no armário, não é verdade? Mas o atual comandante do Exército foi além e divulgou uma nota repudiando firmemente a lei da Anistia política, instrumento criado com a intenção de "zerar o jogo" para ambos os lados, prescrevendo os crimes cometidos por organismos de resistência à ditadura, pessoas acusadas de crimes políticos, e, hã, bem, agentes oficiais ou a serviço do governo da época em ações de repressão à oposição. Curioso, não?
A iniciativa do governo, que faz uma mea-culpa do Estado brasileiro, foi vista dentro dos quartéis como sendo um primeiro passo rumo aos julgamentos dos diretamente envolvidos nos diversos crimes de ruptura da liberdade de expressão e pensamento político, tortura e assassinatos. Vendo a carta dos homens de farda, Jobim não teve dúvidas e ameaçou o general de Exército Enzo Martins Peri com a exoneração do cargo. Parece que o quatro-estrelas abaixou o facho depois dessa. Uns mais alarmistas dizem que ele está fulo de raiva a ponto de organizar um golpe, mas eu duvido. Principalmente depois que o diretor da famigerada ESG convidou João Pedro Stédile, há alguns anos atrás, para fazer uma palestra sobre a questão fundiária para diversos oficiais de alta patente. E, na visão de um importante historiador (embora se conteste na visão de quem), este é na verdade o primeiro passo para a completa superação de nossos traumas políticos da segunda metade do século XX.
O mais recente livro governamental documentando casos de torturas e desaparecimentos durante os anos de ditadura militar (1964-1985) gerou um tremendo mal-estar dentro das casernas, e com razão, ao menos para estes. Ninguém gosta de revelar os esqueletos que guarda no armário, não é verdade? Mas o atual comandante do Exército foi além e divulgou uma nota repudiando firmemente a lei da Anistia política, instrumento criado com a intenção de "zerar o jogo" para ambos os lados, prescrevendo os crimes cometidos por organismos de resistência à ditadura, pessoas acusadas de crimes políticos, e, hã, bem, agentes oficiais ou a serviço do governo da época em ações de repressão à oposição. Curioso, não?
A iniciativa do governo, que faz uma mea-culpa do Estado brasileiro, foi vista dentro dos quartéis como sendo um primeiro passo rumo aos julgamentos dos diretamente envolvidos nos diversos crimes de ruptura da liberdade de expressão e pensamento político, tortura e assassinatos. Vendo a carta dos homens de farda, Jobim não teve dúvidas e ameaçou o general de Exército Enzo Martins Peri com a exoneração do cargo. Parece que o quatro-estrelas abaixou o facho depois dessa. Uns mais alarmistas dizem que ele está fulo de raiva a ponto de organizar um golpe, mas eu duvido. Principalmente depois que o diretor da famigerada ESG convidou João Pedro Stédile, há alguns anos atrás, para fazer uma palestra sobre a questão fundiária para diversos oficiais de alta patente. E, na visão de um importante historiador (embora se conteste na visão de quem), este é na verdade o primeiro passo para a completa superação de nossos traumas políticos da segunda metade do século XX.
8 de setembro de 2007
Listinha
"While ago somewhere, I don't know when
I was watching a movie with a friend.
I felt in love with the actress,
She was playing a part that I could understand."
Neil Young, A Man Needs a Maid.
Já se sentiram assim em algum momento? É difícil não se apaixonar por certas personagens do cinema. Seja pela graça, seja pela beleza, mas a gente sempre acaba se sentindo cativado. Abaixo segue minha listinha de top 5 de atrizes e papéis mais graciosos no cinema mundial.
1) Nastassja Kinski como Tess, no filme homônimo dirigido por Roman Polanski. Uma heroína romântica por excelência. Mas La Kinski, com aqueles olhões claros e expressivos, o cabelo castanho escuro e a boca carnuda, ajudou bastante no encanto que eu sentia pela personagem;
2) Natalya Bondarchuk como Hari na primeira versão de "Solaris", direção de Andrei Tarkovski. Uma pena que ela fosse uma tripla criação mental, de Kris Kelvin, do escritor Stanislaw Lem e do diretor. Dá pra entender como Kris quase foi a loucura, pois era impossível não se apaixonar por ela;
3) Liv Tyler como Arwen em "O Senhor dos Anéis", de Peter Jackson. Eu poderia morrer realizado se Tyler me dissesse aquelas palavras em qenya, a língua-alta dos elfos da Terra Média, que disse quando salvou o babão do Frodo Bolseiro. E, se alguém que consegue um feito muito do fuderoso não merece um elogio, mas um xingamento, então Aragorn é um grandesíssimo filho da puta;
4) Bibi Andersson como Mia, em "O Sétimo Selo", clássico de Ingmar Bergman. Andersson está muito próximo daquilo que eu acho que é um anjo. E a atuação dela como atriz de commedia dell'arte foi de cair o queixo;
5) Julie Delpy como Celine em "Antes do Amanhecer" e "Antes do Pôr-do-Sol", de Richard Linklater. Ela é uma intelectual cabeça formada na Sorbonne, ela gosta de jazz sem fazer disso o topo do cult, ela é bonita, é de esquerda, tem uma conversa legal... Quer mais o quê, porra?
* * *
Quer poesia?
Quer impressão do mundo desenvolvido sob a ótica de uma pernambucana?
Um Mundo de Reticências.
Cortesia de pensamento proporcionado pela senhorita Natália Urquiza.
I was watching a movie with a friend.
I felt in love with the actress,
She was playing a part that I could understand."
Neil Young, A Man Needs a Maid.
Já se sentiram assim em algum momento? É difícil não se apaixonar por certas personagens do cinema. Seja pela graça, seja pela beleza, mas a gente sempre acaba se sentindo cativado. Abaixo segue minha listinha de top 5 de atrizes e papéis mais graciosos no cinema mundial.
1) Nastassja Kinski como Tess, no filme homônimo dirigido por Roman Polanski. Uma heroína romântica por excelência. Mas La Kinski, com aqueles olhões claros e expressivos, o cabelo castanho escuro e a boca carnuda, ajudou bastante no encanto que eu sentia pela personagem;
2) Natalya Bondarchuk como Hari na primeira versão de "Solaris", direção de Andrei Tarkovski. Uma pena que ela fosse uma tripla criação mental, de Kris Kelvin, do escritor Stanislaw Lem e do diretor. Dá pra entender como Kris quase foi a loucura, pois era impossível não se apaixonar por ela;
3) Liv Tyler como Arwen em "O Senhor dos Anéis", de Peter Jackson. Eu poderia morrer realizado se Tyler me dissesse aquelas palavras em qenya, a língua-alta dos elfos da Terra Média, que disse quando salvou o babão do Frodo Bolseiro. E, se alguém que consegue um feito muito do fuderoso não merece um elogio, mas um xingamento, então Aragorn é um grandesíssimo filho da puta;
4) Bibi Andersson como Mia, em "O Sétimo Selo", clássico de Ingmar Bergman. Andersson está muito próximo daquilo que eu acho que é um anjo. E a atuação dela como atriz de commedia dell'arte foi de cair o queixo;
5) Julie Delpy como Celine em "Antes do Amanhecer" e "Antes do Pôr-do-Sol", de Richard Linklater. Ela é uma intelectual cabeça formada na Sorbonne, ela gosta de jazz sem fazer disso o topo do cult, ela é bonita, é de esquerda, tem uma conversa legal... Quer mais o quê, porra?
* * *
Quer poesia?
Quer impressão do mundo desenvolvido sob a ótica de uma pernambucana?
Um Mundo de Reticências.
Cortesia de pensamento proporcionado pela senhorita Natália Urquiza.
6 de setembro de 2007
Nêmesis, Cada Um Com A Sua
Cada um tem a sua, pelo menos os blogueiros homens com quem tive mais contato. O Hermenauta, por Scarlett Johansson; Nelson Moraes (ou seu alter-ego, o almirante Nelson), por Millicent; Rafael Galvão é um caso à parte, já que eu suspeito que ele divida sua atenção entre aquele blogueiro que chupa pé e aquela blogueira que o perseguiu no RJ (ambos me fogem os nomes); José Marcelo é todo olhos, ouvidos, barba, criatividade e prato de macarrão para Bruna, a sua senhora; Tiago Maciel é de "todas as mulheres do mundo", embora eu também suspeite que ele faça restrição às feias, exceto em casos de baixo teor alcoólico em sua corrente sanguínea; pra terminar, Luís Biajoni agora só quer saber de Virgínia Berlin, por motivos óbvios.
E eu? Difícil dizer. Nos meus blogs anteriores eu cansei de me derreter em elogios às meninas pelas quais eu me apaixonei (e de 2002 pra cá não foram poucas). Acho que é uma questão de paixão da vez. Como eu por enquanto estou sem nenhuma, ou pelo menos preservar minha figura para evitar dar explicações chatas no futuro, então minha nêmesis fica omissa. Mas não poderia usar esse pretexto para me furtar a oportunidade de falar sobre a nêmesis de 11 em cada 10 stalkers de sites de relacionamento (a-hem): as fotologgers.
Eu já tomei uma bronca da namorada de um colega meu por falar mal da maioria das cocotas, que compõem uma porcentagem significativa das fotologgers. Verdade seja dita, eu estava de péssimo humor naquela época, e o texto foi muito mais um desabafo ranzinza que uma verdadeira exposição dos meus reais sentimentos para com as moças de biquinho. Portanto, minha quase-cunhada (já que esse meu colega em questão é quase um irmão pra mim), fique tranquila que dessa vez eu vou maneirar.
Já supracitei a principal característica da fotologger clássica: o biquinho. Mas, pombas, por que o biquinho? Provavelmente com relação à moda de modelos bicudas atualmente (atualmente?) em voga no mundo fashion. Tal característica é motivo de piadas a torto e a direito, como aquela história de colocar uma bombinha na boca da fotologger, acender e sair correndo...
Além disso, tem o sinal de "V". Cópia novamente da atitude das modelos, principalmente de Giselle Bündchen - que recentemente, foi flagrada fazendo o sinal e dizendo, com enorme ar de enfado: "Oh, my God...". Pudera. Se eu estivesse na Daslú também ia dizer a mesma coisa. Mas no caso delas é muito mais um pastiche que qualquer outra coisa.
Terceiro, decotão. Geralmente com aquelas blusas de grávida, em alguns casos para parecer chique (?), em outros, para esconder uma barriguinha nada discreta. A principal causa de reclamação das fotologgers contra stalkers poderia ser facilmente solucionada se, bem, colocassem fotos mais discretas. Exposição pessoal atrai esse tipo de gente, mesmo. Ou o quê, acha que aquele "gatinho" do terceiro ano vai perder tempo olhando pro teu fotolog, enquanto está malhando, fazendo hidratação naquele cabelo estilo Gianechinni, ou se preparando para a próxima micareta?
E eu? Difícil dizer. Nos meus blogs anteriores eu cansei de me derreter em elogios às meninas pelas quais eu me apaixonei (e de 2002 pra cá não foram poucas). Acho que é uma questão de paixão da vez. Como eu por enquanto estou sem nenhuma, ou pelo menos preservar minha figura para evitar dar explicações chatas no futuro, então minha nêmesis fica omissa. Mas não poderia usar esse pretexto para me furtar a oportunidade de falar sobre a nêmesis de 11 em cada 10 stalkers de sites de relacionamento (a-hem): as fotologgers.
Eu já tomei uma bronca da namorada de um colega meu por falar mal da maioria das cocotas, que compõem uma porcentagem significativa das fotologgers. Verdade seja dita, eu estava de péssimo humor naquela época, e o texto foi muito mais um desabafo ranzinza que uma verdadeira exposição dos meus reais sentimentos para com as moças de biquinho. Portanto, minha quase-cunhada (já que esse meu colega em questão é quase um irmão pra mim), fique tranquila que dessa vez eu vou maneirar.
Já supracitei a principal característica da fotologger clássica: o biquinho. Mas, pombas, por que o biquinho? Provavelmente com relação à moda de modelos bicudas atualmente (atualmente?) em voga no mundo fashion. Tal característica é motivo de piadas a torto e a direito, como aquela história de colocar uma bombinha na boca da fotologger, acender e sair correndo...
Além disso, tem o sinal de "V". Cópia novamente da atitude das modelos, principalmente de Giselle Bündchen - que recentemente, foi flagrada fazendo o sinal e dizendo, com enorme ar de enfado: "Oh, my God...". Pudera. Se eu estivesse na Daslú também ia dizer a mesma coisa. Mas no caso delas é muito mais um pastiche que qualquer outra coisa.
Terceiro, decotão. Geralmente com aquelas blusas de grávida, em alguns casos para parecer chique (?), em outros, para esconder uma barriguinha nada discreta. A principal causa de reclamação das fotologgers contra stalkers poderia ser facilmente solucionada se, bem, colocassem fotos mais discretas. Exposição pessoal atrai esse tipo de gente, mesmo. Ou o quê, acha que aquele "gatinho" do terceiro ano vai perder tempo olhando pro teu fotolog, enquanto está malhando, fazendo hidratação naquele cabelo estilo Gianechinni, ou se preparando para a próxima micareta?
Ingredientes:
(pós?)modernidade,
cultura,
internet
5 de setembro de 2007
Olhos Bem Abertos
Depois de muito tempo, consegui assistir Animatrix.
De longe, um dos filmes mais chocantes visualmente que já assisti. E olha que eu já vi "Akira" de madrugada, aos 13 anos.
De longe, um dos filmes mais chocantes visualmente que já assisti. E olha que eu já vi "Akira" de madrugada, aos 13 anos.
4 de setembro de 2007
"Ah!!! É Mercenário!!!"
Pode-se dizer que é uma época perigosa, essa nossa. A visão do governo americano ultimamente parece a de uma igreja evangélica de garagem. A diferença entre um e outro é que os últimos vêem o demônio por toda a parte, e os primeiros, quase isso, já que só vêem terroristas muçulmanos. A semelhança entre um e outro é que ambos estão lucrando devido ao que dizem ver. Os últimos lucram dos fiéis, que em sua maioria pagam pra ter uma salvação rápida dos pecados que dizem ter na mente. Já a Casa Branca lucra de um monte de fontes: eleitores assustados (e em alguns casos, canalhas mesmo) do Partido Republicano, empresas petrolíferas, empresas de armamentos...
E empresas de segurança privada. Nome utilizado para um fenômeno que já é mania das elites do país, que pagam um absurdo para ter aquilo que o Estado não fornece, a segurança - mas que, de uma maneira mais indireta mas ainda assim relacionada com o problema, poderia se resolver também se muita gente aceitasse e lutasse por uma melhor distribuição de renda. Só que, enquanto cá, do lado sul do continente americano, tem gente que já reclama do caráter de exército privado que muitas destas empresas já possuem, não imaginam o que já se faz por lá. Mais precisamente uma obscura companhia conhecida como Blackwater USA.
A Blackwater começou como uma empresa de segurança destinada a fazer aquilo que já conhecemos, como transporte de valores, proteção pessoal e patrimonial, e por aí vai. Só que eles perceberam o filão que se escondia também em conflitos internacionais, onde poderiam realizar diversas tarefas, entre elas a proteção de instalações militares, autoridades governamentais, e... treinamento de forças armadas, fornecimento de tropas para combate e fabricação de armamentos.
Eles não são tão cara de pau a ponto de admitir isso. Mas está na cara que o nome disso é mercenarismo. A coisa para a Blackwater está tão avançada que eles já possuem uma off-shore baseada nas Bahamas para a contratação de pessoal de países do Terceiro Mundo, estão em processo de compra de aviões Embraer Super Tucano para combate contra-insurgência e desenvolveram um veículo blindado próprio, o Grizzly. Também estão em processo de compra de uma propriedade rural na Califórnia para treinamento militar de um grande número de pessoas, bem como no desenvolvimento de um UAV, na prática um aeromodelo sofisticado capaz de lançar até mísseis.
Agora, me digam uma coisa: uma organização dessas, tão bem estruturada e com tantos recursos humanos e materiais, não poderiam oferecer aos EUA um risco maior que a Al-Qaeda, já que estão bem pertinho?
Lógico que não. Primeiro, porque a Blackwater trabalha na segurança de diversas instalações do Exército norte-americano no Iraque e Afeganistão. Inclusive, dão treinamento aos exércitos destes países. Segundo, terrorista por terrorista, é melhor proteger alguém que "jura fidelidade à bandeira americana e a tudo o que ela representa...".
E empresas de segurança privada. Nome utilizado para um fenômeno que já é mania das elites do país, que pagam um absurdo para ter aquilo que o Estado não fornece, a segurança - mas que, de uma maneira mais indireta mas ainda assim relacionada com o problema, poderia se resolver também se muita gente aceitasse e lutasse por uma melhor distribuição de renda. Só que, enquanto cá, do lado sul do continente americano, tem gente que já reclama do caráter de exército privado que muitas destas empresas já possuem, não imaginam o que já se faz por lá. Mais precisamente uma obscura companhia conhecida como Blackwater USA.
A Blackwater começou como uma empresa de segurança destinada a fazer aquilo que já conhecemos, como transporte de valores, proteção pessoal e patrimonial, e por aí vai. Só que eles perceberam o filão que se escondia também em conflitos internacionais, onde poderiam realizar diversas tarefas, entre elas a proteção de instalações militares, autoridades governamentais, e... treinamento de forças armadas, fornecimento de tropas para combate e fabricação de armamentos.
Eles não são tão cara de pau a ponto de admitir isso. Mas está na cara que o nome disso é mercenarismo. A coisa para a Blackwater está tão avançada que eles já possuem uma off-shore baseada nas Bahamas para a contratação de pessoal de países do Terceiro Mundo, estão em processo de compra de aviões Embraer Super Tucano para combate contra-insurgência e desenvolveram um veículo blindado próprio, o Grizzly. Também estão em processo de compra de uma propriedade rural na Califórnia para treinamento militar de um grande número de pessoas, bem como no desenvolvimento de um UAV, na prática um aeromodelo sofisticado capaz de lançar até mísseis.
Agora, me digam uma coisa: uma organização dessas, tão bem estruturada e com tantos recursos humanos e materiais, não poderiam oferecer aos EUA um risco maior que a Al-Qaeda, já que estão bem pertinho?
Lógico que não. Primeiro, porque a Blackwater trabalha na segurança de diversas instalações do Exército norte-americano no Iraque e Afeganistão. Inclusive, dão treinamento aos exércitos destes países. Segundo, terrorista por terrorista, é melhor proteger alguém que "jura fidelidade à bandeira americana e a tudo o que ela representa...".
Ingredientes:
conflitos,
política,
relações internacionais
3 de setembro de 2007
Pequenos Prazeres da Vida
Não importa o quanto se gastou (até porque foi um preço justo): o melhor pastel de 4 sabores e com acompanhamento que já comi foi justamente aqui, em Arcoverde. Quem diria, hein?
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