10 de junho de 2009

Meu Nome Não É Ulisses

E isso aqui não é a "Odisséia". Acho que tá mais pra uma versão dadaísta do livro de James Joyce.

1 de junho de 2009

Incorporando

Quando simplesmente olho
Para a ladeira da rua daqui
De casa,
Minha mente já começa a viajar.
Pois sei que depois dela está
Uma avenida, e a continuação da rua,
E depois mais ruas, e mais um bairro,
Até chegar nas serras que limitam
Arcoverde com Buíque.

E é chão, e mais chão
Até chegar à margem norte do Velho
Chico,
Onde do outro lado está o chão seco
E sofrido do Sertão alagoano.
A partir daqui, é possível obter um
Breve vislumbre de Sergipe, mas
Sem sair de território baiano.
Terra abençoada, dizem, mas

É uma terra de contrastes,
Essa Bahia. Aqui no norte do
Estado,
Temos sol, seca, e o sangue que
ainda escorre de um velho arraial
Arrasado. Mas basta passar por Feira
De Santana para perceber que algo
Está diferente. Creio que acabamos
de entrar no mundo de Jorge. Amado.

Minas, Minas e mares de morro
Que sobem, e descem, apinhados
De História,
De ferro, e trem. Trem. De Ferro.
Maria-Fumaça que resiste ao tempo e
À modernização de asfalto, nem sempre
Tão moderno. Leite, que se toma com
Café. Que se toma com dinheiro. Que
Rola em grande quantidade aqui,

Em São Paulo. Interior rico de
Alphavilles, pobre de emoção, pobre
De humanidade,
Para aqueles que produzem riqueza,
Mais-valia. Moedor de gente nos prédios,
metrôs, viadutos, plantações de cana,
Laranja, uva. Soja e gado por procuração.
Supera-se, supera-se, tudo se supera,
Ainda mais quando minha mente equilibra-se,

Na Serra do Mar. E chega próximo aonde
Ela quer estar. Desce a serra de mansinho,
Devagarinho,
Pois quero ter a lembrança de cada momento,
De cada batida forte do coração, quando
Chego perto. Coração que me avisa do que
Está por vir (espero!): Redenção de minha
Alma, farol dos meus sonhos, calor em pleno
Frio.

20 de maio de 2009

Blogando! [2]

Marina W.

Microblogging anti-twittérico de qualidade.

Esse treco vicia.

18 de maio de 2009

Esperando Godot

Nos últimos dias, é assim que eu venho me sentindo.

Acho que é por isso que este blog anda tão desatualizado.

E pelo visto vai continuar assim até, no mínimo o próximo mês.

28 de abril de 2009

"Que Time É Esse?"












Juro que tive de ouvir isso. Logo "dela".

Edinho, em que buraco você nos enfiou...

18 de abril de 2009

Moleskine Para Nome De Um Fetiche

Fazia tempo que eu não lia o blog da senhorita Panarello, que por sinal não anda atualizando muito o blog. Deve estar ocupada. Enfim, uma das últimas ocorrências dela diz respeito à sua relação com o seu Moleskine, de companheiro de aventuras e de horas de relaxamento.

Um Moleskine é um invento de uma papelaria parisiense de fins do século XIX. Trata-se de um tipo de caderno brochura, com capa de couro (hoje em dia, sintético ou de plástico), onde ao abri-lo, as folhas permanecem sem curvas ou dobras. Elas ficam lá, retinhas, como se você estivesse escrevendo em um bloco de notas. Existem modelos pautados, quadriculados, ou o mais famoso, que não tem pauta nenhuma.

Muita gente famosa usava Moleskine. Lembro-me de pelo menos dois: Picasso e Ernest Hemingway. Muitos viajantes europeus do passado e presente ainda o usam para registrar um diário de viagem, em suas frequentes andanças de carona, indo de albergue da juventude a albergue da juventude. Podem ser notas, desenhos a bico de pena ou até mesmo aquarelas. Mas o uso mais comum é entre os estudantes.

Eu sou louco pra ter um Moleskine. Sentir a liberdade de escrever um pensamento da forma que eu quiser, com uma caneta tinteiro ou de gel, em uma caligrafia (camoniana, no dizer de um colega meu) na qual só eu sei que vou entender. Acadêmico, pessoal. E depois guardá-lo como lembrança, feliz ou não, de um determinado momento de minha vida.

15 de abril de 2009

Pouco A Pouco

"Me empresta seus olhos só por um instante? Dá pra ver a alma da gente neles..."

E então, aquele que é provavelmente o mais belo sorriso do mundo se abriu.

7 de abril de 2009

A F-1 Que Não Volta Mais

Quem quer que tenha um pouco de graxa nas juntas e energia nas baterias (eu sou ecologicamente correto), deve ter se ligado no sucesso que a Brawn GP anda fazendo na Fórmula 1. Basicamente, eles estão passando por uma ressurreição depois do furacão da crise econômica e do fim da participação da Honda na categoria. Hoje em dia, com um carro avançado desenvolvido de forma praticamente independente e um motor de vergonha na cara (Mercedes), eles estão superando todas as expectativas, conquistando duas vitórias em 2 GP's.

A Brawn nos faz lembrar de uma época na qual se fazia o "monoposto de autor". Antes da década de 90, raramente se ouvia falar em equipe de fábrica de automóveis, mas sim em fornecedores de motores. Das notáveis exceções que me recordo, estão a Alfa Romeo, Renault, Ferrari e a própria Honda, que correu na década de 60 com bonitinhos carros nas cores de competição do Japão. A mágica mesmo era feita pelos construtores, como Frank Williams, Jack Brabham e Ken Tyrrell. Hoje em dia, vale (ou valia) o dinheiro das megacorporações.

Outra coisa que deixa saudade e que duvido muito que volte são os clássicos circuitos da F-1 de antanho. Eu já me queixei diversas vezes disso e alguns colegas meus já torceram o nariz. Mas eu gostaria de ver algo mais familiar e com mais história do que as abominações que são os GP's do Bahrain e de Abu Dhabi. É inaceitável ver que corridas tradicionais como as da França e do Canadá voaram no pau, na busca desenfreada de grana encabeçada por Max Mosley e Bernie Ecclestone.

Dos antigos circuitos, eu concedo que pelo menos uns 3 não teriam condições de voltar: Anderstorp, na Suécia, está atrasadíssimo; Brands' Hatch, na Inglaterra, é razoavelmente moderno, mas o traçado não comporta mais carros de F-1; finalmente, Jacarépaguá ainda teria um enorme potencial, não fosse a terrível má vontade da CBA e dos governos do Rio (embora Interlagos seja hoje a meca do automobilismo nacional, indiscutivelmente). Mas ver Estoril, Paul Ricard, Montréal, Zandvoort e Bueños Aires de fora é de doer.

Eu concedo que, dada a força econômica de hoje em dia, cada BRIC deveria ter um circuito. Parece que estão fazendo uns bons na Rússia e na Índia. Talvez na China eles devessem tirar a competição de Xangai e colocar no circuito de rua de Macau. Fica a idéia.

1 de abril de 2009

Eu Tenho Medo

(Bendita preguiça, bendita falta de inspiração, bendita cabeça a mil)

Eu morro de medo de ter de me apaixonar por alguém de quem todo mundo é a fim. É como quando eu tentava a vaga no Instituto Rio Branco, com a diferença de que a seleção do IRBr é comparativamente mais fácil.

Há de se separar mulheres de mulheres neste caso. Existem as deusas estonteantemente lindas, cuja aparência é um cruzado de direita no seu queixo e que chacoalha seu cérebro até o último balançar, no último neurônio da parte do cérebro responsável por avaliar a beleza feminina.

Essas eu dispenso. Ou então fico babando por elas quando uma desilusão amorosa providencial trata de ligar o "foda-se" no meu julgamento. É uma manifestação de catarse, de puro desbunde de um coração partido e cheio de mágoa: "Dane-se! Vou pedir em casamento a primeira loira de 1,90m que aparecer na minha frente!". Mas eu sei que esse tipo de vontade nunca vai pra frente, já que minha vida não é feita totalmente de cabeças quentes e corações amargurados.

Temos um problema quando se trata de uma menina não necessariamente linda, mas um "bonita-próximo-da-realidade". Esse não é exatamente o seu principal atributo, mas sim a sua capacidade de atrair as pessoas com uma palavra amiga, com meiguice, doçura, inteligência e carinho. Chovem homens em cima dessas mulheres, porque, em última análise, é o que todo mundo quer, e me dói ter de desagradar a loira de 1,90m do parágrafo acima dizendo isso.

Eu morro de medo de me ver apaixonado por uma mulher assim pois, como eu disse antes e como antes de mim disse o bardo do Cariri (Xico Sá), homens feios não conquistam mulher por nocaute, e sim por pontos ao final de um aguerrido embate de 12 rounds. Eu posso ser facilmente descartado antes mesmo que a bela infanta sequer note minha existência.

12 de março de 2009

Fudeu

Aqui

Robô programado para amar tem ataque obsessivo

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora e tentar evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem e exigindo abraços.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Após uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, este acabou perdendo o controle de si. Em um desses dias, quando a mulher tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

A mulher só pode sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas e só então o sufoco passou. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com barulhos animalescos.

De acordo com o site Geekologie o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente, mas é otimista ao declarar que espera produzir outro robô que tenha sucesso aonde este falhou. “Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um diz viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs”, disse.

* * *

Só espero ser libertado depois do Neo. Assim essas máquinas me deixarão em paz e não tentarão me recapturar...